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Jogos de Playstation3 + YouTube

Conforme comentado pelo blog da API (definição em Inglês/Português) do YouTube, donos de Playstation3 agora podem gravar vídeos dentro dos games e publicá-los diretamente para o site. O primeiro jogo a permitir isso é o Mainichi Issho, um jogo popular no Japão (particularmente, nunca tinha ouvido falar).

Um dos aspectos interessantes é que, em teoria, jogos lançados anteriormente podem ter a mesma funcionalidade implementada através de um patch. Mal posso esperar para ver os machinima (definição em Inglês/Português) de Grand Theft Auto IV, que utiliza um novo sistema de controle de física dos objetos (leia mais).

Não fica muito difícil prever o que vêm por aí, considerando alguns vídeos excelentes que já rolam no YouTube.

G. Perez

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Wii + WiFi = YouTube na TV da Sala

Coloquei interatividade na minha TV de tubo da sala. E não foi com set-top box da TV Digital não.

Combinar jogatina com redes de comunicação não é algo novo no mundo digital. Sega e Nintendo já tentaram isso, com a XBAND, o PSP navega via WiFi e roda muitos formatos de mídia (tema de um post futuro) e o XBox faz isso com a tentadora Live! (talvez o killer app do console além do Halo). O videogame da Microsoft é um dos melhores produtos já feitos pela empresa, mesmo com sérios problemas de hardware. Mesmo assim, já mostrou que pode ser um bom centro de mídia digital dentro dos padrões da empresa e em breve vai ser um receptor de IPTV. O Playstation3 também aposta nisso, mas ainda depende das expansões da atual rede. Esses dois aparelhos buscam centralizar a mídia, mas trabalham com a Internet muito fechada. Aí que o cavalo que corre por fora chama a atenção.

Mais simples e funcional, o Nintendo Wii trabalha também com o conceito de reunir a vida da pessoa… mas não quer filmes ou mp3, aposta na Internet. O sistema prefere a conexão via WiFi e não cobra pela navegação, só por produtos específicos e jogos.

Entre os produtos de graça estão uma galeria de fotos (Photo Channel), um leitor de notícias com localizador geográfico e a previsão do tempo. Mas o interessante mesmo é o Internet Channel. Através da loja do Wii, é possível comprar uma versão do navegador Opera (velho companheiro de navegação desde 98) por US$ 5 e depois a navegação é liberada.

Achei que seria mais uma confusão internética, perdição das interfaces, mas a liberdade que o Wiimote carrega permite que haja uma movimentação total pela página, usando outros botões pro scroll e zoom. Nesse ponto, golaço do pessoal do Opera, que soube transpor pro console o que já tinha feito no celular: pensar como pode ser a navegação em outros espaços. O layout de coluna que ganhou destaque no celular também está disponível, porém não faz muito sentido quando tens a possibilidade de ampliar/reduzir a visão junto de uma boa movimentação. O maior problema lembra um pouco o iPhone, não há um bom suporte para Flash, mas espero que isso seja corrigido.

Porém o que mais me encantou foi a possibilidade de ver o YouTube da TV da sala. Não encontrei problemas pra navegar e a única babadinha é que a tela não consegue ficar totalmente cheia. Mesmo assim, é um modo bem interessante de jogar interatividade e programação sob demanda em uma TV convencional, coisa que a TV Digital prometeu mas ainda não cumpriu – e não sei quando vai fazer isso, se é que vai. Requer vídeos encodados à la YouTube, sem grandes usos do Flash (achei estranho ele entender a página do Tube mas encrencar com outras), e serve como um ponto de informação.

A grande sacada da Nintendo, pelo que parece, não é querer roubar o espaço do micro de maneira feroz, mas oferecer novos modos de mostrar a informação online. O slideshow de notícias ligadas com a localização delas no globo é uma sacada que estava caindo de maduro, sem falar que isso é usado para descobrir outros jogadores online, como no Mario Kart. Talvez oferecer um pouco da liberdade do online seja uma boa estratégia para manter o usuário bom tempo em um mesmo ambiente. Pena que precisa de ou uma conexão WiFi ou um adaptador de rede, pois tem potencial para arrebanhar público, assim como faz aos poucos no mercado dos consoles.

André Pase

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