Arquivo do autor:André Pase

Para ser muito franco, era mais blablablá

Essa é a definição do acordo entre Brasil e Japão para a criação da fábrica de supercondutores segundo o ministro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Ele participou de um Fórum de Circuitos Integrados e a Agência Estado fez um relato.

Para tratar da escolha do padrão japonês, uma delegação brasileira foi em 2006 ao Japão, liderada pelos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e das Relações Exteriores, Celso Amorim. Na oportunidade, foram assinados vários documentos, inclusive um compromisso de se discutir a instalação da fábrica.

 

“Eu vi esse documento. Eu nem chamaria de documento de intenções. Pelo que eu li, ele não chegava nem a ser um memorando de entendimento”, disse Miguel Jorge, depois de participar do Fórum Executivo em Circuitos Integrados. “Era uma coisa, muito assim, de que estava disposto a estudar. Para ser muito franco, era mais blablablá. Acredito que era o que era possível negociar naquele momento”, acrescentou.

A notícia toda está em http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0159988.html e vale ler. Meses depois, o que era penas especulado é confirmado pelo próprio governo.

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Ginga na Sala de Aula

Na próxima semana os alunos da cadeira de Jornalismo Online II da Famecos começam um módulo de conhecimento do Ginga. Vamos testar algumas aplicações rápidas e, após as atividades, vamos dividir os resultados por aqui.

André Pase

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A visão da Positivo sobre a TV Digital

O pessoal da Nova Corja, blog interessante sobre política, tá entrevistando algumas pessoas sobre a TV Digital. Eles estão indo pelo viés político, mas a primeira entrevista foi com o pessoal da Positivo. Vale ressaltar que é a empresa que produz os set-top boxes mais baratos.

Posso dizer tranqüilamente que a TV digital brasileira fracassou?

Nos seus termos, pode. O mercado não respondeu de forma alguma às expectativas da indústria. Veja você que hoje, menos de seis meses depois do lançamento oficial do sistema, estamos discutindo como “relançar” a TV digital no Brasil. Isso desde a parte técnica até esclarecimentos para o consumidor. Neste ponto, digo tranqüilamente que foi feita uma comunicação direcionada só para classe A e B que têm TV de Plasma. Faltou explicar as vantagens para a maior parte das pessoas.

A entrevista toda tá aqui. Semana passada conversei com eles e rendeu uma conversa maior. Expliquei algumas coisas que conversamos em aula com o pessoal e outras que explicamos mais por aqui. Confira a outra entrevista aqui.

André Pase

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Wii + WiFi = YouTube na TV da Sala

Coloquei interatividade na minha TV de tubo da sala. E não foi com set-top box da TV Digital não.

Combinar jogatina com redes de comunicação não é algo novo no mundo digital. Sega e Nintendo já tentaram isso, com a XBAND, o PSP navega via WiFi e roda muitos formatos de mídia (tema de um post futuro) e o XBox faz isso com a tentadora Live! (talvez o killer app do console além do Halo). O videogame da Microsoft é um dos melhores produtos já feitos pela empresa, mesmo com sérios problemas de hardware. Mesmo assim, já mostrou que pode ser um bom centro de mídia digital dentro dos padrões da empresa e em breve vai ser um receptor de IPTV. O Playstation3 também aposta nisso, mas ainda depende das expansões da atual rede. Esses dois aparelhos buscam centralizar a mídia, mas trabalham com a Internet muito fechada. Aí que o cavalo que corre por fora chama a atenção.

Mais simples e funcional, o Nintendo Wii trabalha também com o conceito de reunir a vida da pessoa… mas não quer filmes ou mp3, aposta na Internet. O sistema prefere a conexão via WiFi e não cobra pela navegação, só por produtos específicos e jogos.

Entre os produtos de graça estão uma galeria de fotos (Photo Channel), um leitor de notícias com localizador geográfico e a previsão do tempo. Mas o interessante mesmo é o Internet Channel. Através da loja do Wii, é possível comprar uma versão do navegador Opera (velho companheiro de navegação desde 98) por US$ 5 e depois a navegação é liberada.

Achei que seria mais uma confusão internética, perdição das interfaces, mas a liberdade que o Wiimote carrega permite que haja uma movimentação total pela página, usando outros botões pro scroll e zoom. Nesse ponto, golaço do pessoal do Opera, que soube transpor pro console o que já tinha feito no celular: pensar como pode ser a navegação em outros espaços. O layout de coluna que ganhou destaque no celular também está disponível, porém não faz muito sentido quando tens a possibilidade de ampliar/reduzir a visão junto de uma boa movimentação. O maior problema lembra um pouco o iPhone, não há um bom suporte para Flash, mas espero que isso seja corrigido.

Porém o que mais me encantou foi a possibilidade de ver o YouTube da TV da sala. Não encontrei problemas pra navegar e a única babadinha é que a tela não consegue ficar totalmente cheia. Mesmo assim, é um modo bem interessante de jogar interatividade e programação sob demanda em uma TV convencional, coisa que a TV Digital prometeu mas ainda não cumpriu – e não sei quando vai fazer isso, se é que vai. Requer vídeos encodados à la YouTube, sem grandes usos do Flash (achei estranho ele entender a página do Tube mas encrencar com outras), e serve como um ponto de informação.

A grande sacada da Nintendo, pelo que parece, não é querer roubar o espaço do micro de maneira feroz, mas oferecer novos modos de mostrar a informação online. O slideshow de notícias ligadas com a localização delas no globo é uma sacada que estava caindo de maduro, sem falar que isso é usado para descobrir outros jogadores online, como no Mario Kart. Talvez oferecer um pouco da liberdade do online seja uma boa estratégia para manter o usuário bom tempo em um mesmo ambiente. Pena que precisa de ou uma conexão WiFi ou um adaptador de rede, pois tem potencial para arrebanhar público, assim como faz aos poucos no mercado dos consoles.

André Pase

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Público grava em HD – e nada na minha TV

Como fã de música, coleciono gravações de fãs de shows, os famosos bootlegs. Também conhecidos como piratas, são gravações não-oficiais feitas por fãs com câmeras e gravadores. Em tempos de celulares turbinados e câmeras pequenas, os registros ficam cada vez melhores. E agora são em alta definição.

Semana passada, navegando por torrents, encontrei mais uma gravação de show feita em alta definição. O show todo contava com mais de 15 gigas, mas a gravação foi “baixada” para uma versão em tela cheia analógica com 7,4 gigas (um disco double-layer) em virtude da atual massa de leitores de DVD convencionais. O gravador ainda deixou um aviso, a imagem em HD tá conservada para colocar na rede assim que os gravadores de blu-ray ficarem mais populares. E não é o primeiro show que eu vejo assim, pouco a pouco isso fica comum.

Aí eu fico com uma dúvida malandra na minha cabeça… as pessoas por aí já gravam, compartilham, queimam material em alta resolução e quando isso vai bater na tela da minha TV de fato? Sei que algumas emissoras gravam uma ou outra matéria, mas só vai pra São Paulo. Espero que logo a coisa ganhe as ruas, porque algumas pessoas – ainda poucas – não esperam por isso e vão atrás da tecnologia. Aí acontece o que uma finada loja de eletrônicos já dizia, “onde o amador vira profissional”.

André Pase

Imagem: Arte sobre composição de Hugh Syme

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Dúvidas e Mais Dúvidas (I)

Mal comecei uma e aqui vai outra série de posts do blog. Dessa vez vou pegar algumas dúvidas que surgem nas aulas e mixar com coisas vindas dos comentários. A Eliane passou por aqui refletindo uma dúvida que tinha expressado no blog dela, sobre comprar ou não o equipamento pra TV Digital agora.

Costumo dizer que não é o momento. Além de não ter transmissão experimental oficialmente por aqui, com o perdão do termo, as TVs que realmente usam o potencial do sinal são poucas. O mercado hoje conta com muitos aparelhos chamados de HD Ready, prontos pra receber o sinal (resolução de 1280 x 720). Essas TVs conseguem exibir uma imagem bem melhor, mas poderiam render mais, não exploram todo o potencial. As TVs que fazem isso são as poucas Full HD (HD total), com resolução de 1920 x 1080. 

No Natal e liquidações de verão, muitas pessoas compraram TVs novas. Alguns preços estavam em conta, porém poucos entenderam que esse PRONTO P. TV DIGITAL significa que a tela pode exibir, mas não conta nem mesmo com o famoso conversor de sinal.

Aí volta a pergunta que mexe com o bolso: vale a pena investir tanto assim na TV Digital por agora? Talvez não muito. A programação é pouca (vou falar disso no futuro) e formada basicamente pela trinca shows de auditório – futebol paulista – filmes enlatados. A Interatividade é um capítulo mais complicado em toda essa trama, não temos nada de interessante por enquanto, sem falar que alguns set-top boxes não permitem upgrade do firmware.

Nestes tempos confusos, vale segurar um pouco. Dói perder um pouco da qualidade da imagem, perder aquele gol com a grama arrancada do gramado na hora do chute, mas conteúdo, mensagem, mesmo não será perdido. E essa espera pode ser compensada com preços melhores nos aparelhos.


André Pase

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O Digital não esconde a idade (ainda)

A Camila fez uma brincadeira num comentário se a TV Digital ainda deixa a pessoa gorda como a tradicional faz. Bem, a resposta p. isso é dada com uma boa e outra má notícia. A boa é que o Digital reduz isso, a vivacidade da imagem é incrível. Lembro de ver Record em HD e ter a impressão de ter uma janelinha pro estúdio, não olhar pela TV mesmo. A má notícia é que a nova tecnologia mostra bem mais detalhes.

Em fevereiro participei da gravação do Roda Viva com o Steven Johnson (tá aqui no YouTube) e o programa foi gravado em HD. Para minha surpresa, precisei ser maquiado, mesmo participando só da platéia sem falar nada. Conversei com o maquiador e perguntei se ele tinha dificuldade agora com o HD e ele disse uma frase já clássica, “tem apresentador que vai ter que assumir a idade”. As técnicas atuais de maquiagem corrigem bem defeitos da pele que, na resolução tradicional, não são captados. Acontece que na captação mais definida do HD essas técnicas não surtem efeito. Pelo que compreendi, não conseguem deixar a pele plana, uniforme.

Essa solução caminha por duas formas. Ou via software, com uma correção dos tons de pele, ou via maquiagem com aerógrafo. A correção no computador precisa de um cuidado especial para não deixar a pele chapada, transformando pessoas em bonecos. O caminho mais utiliado por enquanto é o airbrush, quando a maquiagem é jogada na pele quase que como um spray, padronizando a área. Essa técnica ajuda muito, mas não consegue fazer milagres. Quem pensa em cirurgia plástica também tem de cuidar, porque tudo aparece.

Como falamos na sala de aula, quem trabalha com TV vai ter de parar com as festas. O Digital não poupa ninguém.
 
André Pase 

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