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Time Warner dificultando a vida do usuário

Kevin Leddy, executivo da Time Warner Cable, segunda maior provedora de acesso via cabo à internet nos EUA, comentou ontem para a AP que começará a implementar limites de tráfego de dados para os usuários – ou seja, limitar a quantidade de gigabytes trafegados mensalmente – e cobrar um valor para cada gigabyte excedido (no caso, US$ 1,00 – um dólar). O argumento é de que 5% dos usuários usam 50% da banda disponível na infra-estrutura, portanto seria “um meio justo de cobrir os investimentos necessários em infra-estrutura”.

Ao contrário daqui do Brasil, onde usuários do NET Vírtua conhecem bem o famoso limite de download (com a diferença de que não é cobrado extra – automaticamente, ao menos – e sim a velocidade é reduzida vertiginosamente), nos EUA esse limite não é aplicado na maioria dos provedores de acesso e, quando o é, os limites são um mais relaxados. Desnecessário dizer que esses 5% dos usuários estão começando a gritar e reclamar, principalmente pelo fato de que a distribuição de conteúdo digital lá é muito maior que aqui. Compra-se conteúdo no iTunes, assiste-se filmes no Netflix Instant Viewing (streaming de vídeos online), baixa-se demos de games e alugam-se filmes em HD da XBox Live (que normalmente possuem o tamanho por volta de 4.5GB), entre várias outras aplicações. É fácil perceber que no plano padrão (US$ 54,90 por uma velocidade de 15MBps – 40GB de tráfego) o limite pode ser facilmente estourado em poucos dias.

Duas perguntas: 1) considerando que a Time Warner é uma imensa corporação com muito interesse no mercado de produção audiovisual e sua distribuição pelos canais “regulares” (mídia ótica, cinema, CDs, etc.), quais são os reais interesses por trás desta notícia, considerando que banda é cada vez mais barata hoje em dia? e 2) será que esses 5% de usuários não são aqueles consumidores que realmente decidem, pois justamente são os “heavy users”?

G. Perez

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Jogos de Playstation3 + YouTube

Conforme comentado pelo blog da API (definição em Inglês/Português) do YouTube, donos de Playstation3 agora podem gravar vídeos dentro dos games e publicá-los diretamente para o site. O primeiro jogo a permitir isso é o Mainichi Issho, um jogo popular no Japão (particularmente, nunca tinha ouvido falar).

Um dos aspectos interessantes é que, em teoria, jogos lançados anteriormente podem ter a mesma funcionalidade implementada através de um patch. Mal posso esperar para ver os machinima (definição em Inglês/Português) de Grand Theft Auto IV, que utiliza um novo sistema de controle de física dos objetos (leia mais).

Não fica muito difícil prever o que vêm por aí, considerando alguns vídeos excelentes que já rolam no YouTube.

G. Perez

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Sites de vídeo HD na internet

Uma das críticas em relação ao YouTube é que os vídeos são de baixa qualidade. Existe uma diferença entre qualidade do vídeo gerado na fonte (que na maioria dos casos é ruim, pois são vídeos caseiros e/ou amadores exportados em baixa qualidade) ou da compactação do arquivo (pelo lado do YouTube). Quando o serviço começou a se popularizar, vários sites surfaram na mesma onda, oferencendo as mesmas funções, mas outros procuraram se diferenciar oferecendo vídeos de maior qualidade e, em alguns casos, maiores ou até em HD.

Um destes sites foi o Stage6, que em 2006 começou a operar gerenciado pela DivX Inc. Como o codec (veja a definição em português ou inglês) deles vinha perdendo espaço no mercado, tiveram a idéia de criar um site para hospedar vídeos de alta definição. O usuário baixava o plug-in em seu computador (livre de malware [pt/en] – ainda bem) para visualizar os vídeos (não, a visualização não era em Flash) e junto vinha uma ferramenta para compactar um vídeo em seu computador e publicar no site – que era gratuita mas que possuía uma versão paga, com mais funcionalidades. Ganhou popularidade rapidamente, principalmente entre usuários hardcore na América do Norte e Europa, onde conexões de alta velocidade são mais populares. Possuía uma média de 17,6 milhões de felizes visitantes mensais, aceitava vídeos até 1080p (veja posts abaixo – sim, muito acima da qualidade de um vídeo DVD), e upload de arquivos de até 2GB.

Mas o sonho acabou – dia 29/2 o site encerrou as atividades sob o argumento de “altos custos operacionais” e “diversos problemas com copyright”. Verdade ou não (e há um post no Techcruch falando sobre isso – possívelmente foi uma briga de vaidades, egos e estupidez corporativa, mas que é assunto para outro post), deixou muitos usuários órfãos de um serviço de vídeos em HD (ou quase).

Sim, é verdade, o YouTube já possui uma opção para ver vídeos “em maior qualidade”, mas ainda não é bem o que alguns usuários estão procurando para alguns vídeos. Uma opção que tem atraído algumas “viúvas” do Stage6 é o Vimeo HD, que suporta vídeos até 1280×720, com boa velocidade de download e utilizando Flash. Ou você pode ver uma lista completa de opções na Wikipedia.

Com certeza a distribuição de vídeos em alta definição pela internet, seja streaming ou download, é um caminho irreversível. Basta ver o quê o Hulu.com faz – transmite programas inteiros pela internet – ou o Scifi.com, que exibe os episódios completos de séries como Battlestar Galactica (não para o Brasil – só coloquei o link como curiosidade mesmo).

G. Perez

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Crescendo na era online

No último 22 de janeiro a PBS publicou um fantástico programa que pode ser visto inteiramente online no site deles, mas que infelizmente passou meio despercebido. O nome é Growing Up Online, da série FRONTLINE. Fala sobre a nova geração de crianças que já estão crescendo no meio digital e praticamente sempre online. Não só o programa é excelente como também o fato de usar a internet para expandir a discussão sobre o próprio programa. Colocaram um fórum de discussão, chat com os produtores e outros extras bacanas.

Se você entende bem inglês, vale a pena ver o programa. Estou na metade e é muito, muito bom.

G. Perez

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